A história do povo negro na Serra Catarinense é tema da live

Memórias e identidade Negras: Narrativas do Planalto Serrano Catarinense. Esse é o tema da quarta e última live que discute o racismo e é parte de um projeto de extensão da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac). A organização e do Programa de Pós- Graduação em Educação (PPGE), do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (Neab), juntamente com o Movimento Negro de Lages Obatalá. O encontro será pelo Facebook do Neab - link no final do texto - na sexta-feira (31) a partir das 20h.

O objetivo do projeto é discutir o racismo na sociedade brasileira. Foram três lives realizadas, a primeira sobre o racismo no cotidiano, a segunda a respeito do feminismo negro é a terceira sobre a educação antirracista. Além dos convidados a debater o tema serão exibidos depoimentos de homens e mulheres que trarão memórias da história negra em Lages e da região serrana.

Para a coordenadora do Neab, Nanci Alves da Rosa, as lives foram importantes porque demonstraram a união dos movimentos sociais, e do PPGE, para estabelecer uma política educacional antirracista. Foram oportunidades para as pessoas negras falarem sobre racismo e outros conceitos. “Entre os trabalhos do Neab um deles é dar protagonismo, pois as pessoas de pele escura raramente aparecem em entrevistas ou na publicidade, de uns anos para cá isso tem melhorado um pouco”, reflete. Para ela, as lives, possibilitaram a discussão e ampliaram o alcance de público. “Tivemos a oportunidade de chamar a atenção para todas as formas de educação, nos diferentes níveis e para os professores como responsáveis pela formação identitária das pessoas negras e não negras, essas, enquanto antirracistas.” Ela destaca que o Neab é um núcleo de pesquisa, mas também o centro de referência ligado a universidade e a disposição de todos os cursos de graduação e também do Programa de Mestrado, especialmente porque este, desenvolve pesquisa.

A doutora e professora do PPGE, Lucia Ceccato de Lima, defende que as universidades têm a função social e moral de promover o debate político e crítico sobres as desigualdades raciais, haja vista as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico Raciais de 2004. “Segundo Boaventura de Souza Santos, sociólogo Português, temos realizado um epistemicídio das culturas negras que ocorre desde o difícil acesso à universidade até o desapreço pelo conhecimento negro. Os movimentos negros e eventos em que se discutem o racismo estrutural são fundamentais para revelar e discutir o mito da democracia racial em que vivemos. Estes movimentos constituem-se em espaços de resistência à opressão histórica que sofrem, construindo e reconstruindo a memória e identidade Negras.”

Conheça os convidados:

Elisângela de Oliveira Fontoura é mestra em Educação (UNIPLAC), professora especialista em Educação Infantil, Séries Iniciais e Gestão na Educação. Eráclito Pereira é mestre em Patrimônio Cultural, Griô Aprendiz, Professor da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mirian Branco é doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (USP), mestra em História Cultural,professora na Faculdade Municipal de Palhoça (FMP), e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (NEABI/FMP). Nanci Alves da Rosa é mestra em Educação (UNIPLAC), especialista no Ensino da Arte e em Educação das Relações Étnico- Raciais e Multiculturalismo e coordenadora do NEAB/UNIPLAC. Renilda Aparecida Costa é pós-doutora em Ciências Sociais, professora da Universidade Federal do Amazonas e coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Indígenas (NEAI/UFAM).

Link da live: https://www.facebook.com/neabnegroeeducacao/

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Texto: Suzane Faita

 

Publicado em 29/07/2020.

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